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quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Valentina - Ludov
Valentina, o céu do teu olhar.
Ilumina um jardim imperial
Conduz a vida nessa paz azul
Pra sempre encontrar
Janelas pro mar
Valentina.
Valentina, escuta o coração
Que palpita perturbando a razão
Expõe teus sonhos aos raios de luz
Pra estar sempre assim de frente ao jardim
Valentina.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
E você chegou.... (parte 2)
Foi a partir do momento em que assinei a ficha de entrada a
maternidade, que relaxei e as contrações ficaram mais fortes e frequentes.
Aguardei alguns minutos até a médica descer para nos avaliar, uma medica
baixinha e japonesa, muito tranquila. Após o exame ela nos informou que
ficaríamos internadas, mas não me disse com quantos dedos de dilatação eu
estava. Ela me colocou para realizar o cardiotoque, foi muito estranho ver seu
coração disparar a cada contração.
Como o papai não tinha assinado a documentação, meu leito
não estava pronto, mas nesse meio tempo me sentaram em uma poltrona, mas após a
3º contração comecei a sentir você sair. Gritei e outra enfermeira me atendeu
prontamente e me levou para o nosso
leito, e fez outro exame de toque. A dilatação já tinha aumentado para 7cm, e
ela me disse que com o andar da carruagem você não demoraria muito a nascer, e
que provavelmente não conseguira nem tomar a segunda dose do antibiótico, já
que meu exame de estrepto cocos havia dado positivo.
Não existem palavras para descrever o que foi ouvir seu
choro pela primeira vez, ver seu rostinho, e sentir você se acalmar quando
ouviu meu coração. Foi tudo lindo, só não foi totalmente perfeito, por que seu
pai não pode assistir o parto, ele estava cuidando do Eduardo. Mas assim que
saímos da sala de parto para o pós-parto ele estava nos aguardando, com o seu
irmão, chorando feito criança, e foi uma das cenas mais bonitas que eu vi na
vida.
Foram em torno de 5 ou 6 no período que eu fiquei deitada
realizando o exame. Quando me levantei, para assinar os papeis da internação e
arrumar minhas roupas para entregar para o papai, as contrações realmente
ficaram muito fortes e com um intervalo de 2 minutos entre uma e outra. Nesse
momento a enfermeira resolveu me levar para o pós parto, mesmo antes do papai
assinar a internação, já que realmente
faltava muito pouco para você nascer.
Como o papai não tinha assinado a documentação, meu leito
não estava pronto, mas nesse meio tempo me sentaram em uma poltrona, mas após a
3º contração comecei a sentir você sair. Gritei e outra enfermeira me atendeu
prontamente e me levou para o nosso
leito, e fez outro exame de toque. A dilatação já tinha aumentado para 7cm, e
ela me disse que com o andar da carruagem você não demoraria muito a nascer, e
que provavelmente não conseguira nem tomar a segunda dose do antibiótico, já
que meu exame de estrepto cocos havia dado positivo.
Poucos minutos depois eu senti você começar a nascer, gritei
muito alto. E tudo ficou muito rápido e muito confuso. Me colocaram numa
cadeira de rodas e me levaram para a sala de parto. Na sala de parto estava a
médica japonesa, que depois eu descobri que se chamava Cida.
A dor mudou completamente, junto com a contração, vinha uma
vontade de empurrar de fazer você sair e muita sede. Assustei com a ‘mudança’
da dor, e comecei a gritar. A médica me explicou que se eu continuasse
gritando, não teria força para te empurrar e que eu deveria sim respirar de
boca aberta, assim a dor ‘diminuiria’, e realmente funcionou, me senti mais
calma e consegui me concentrar.
Não existem palavras para descrever o que foi ouvir seu
choro pela primeira vez, ver seu rostinho, e sentir você se acalmar quando
ouviu meu coração. Foi tudo lindo, só não foi totalmente perfeito, por que seu
pai não pode assistir o parto, ele estava cuidando do Eduardo. Mas assim que
saímos da sala de parto para o pós-parto ele estava nos aguardando, com o seu
irmão, chorando feito criança, e foi uma das cenas mais bonitas que eu vi na
vida.
Entre a bolsa estourar e você nascer foram três horas e
quinze minutos. Parto natural, sem
cortes, sem anestesia. Você nasceu com 47cm e 2,660kg.
E você chegou... (parte 1).
38º semana e nada de você chegar. E eu fui tomada por uma enxurrada
de sentimentos tomaram conta de mim. Medo, Ansiedade, Insegurança, revolta
(poxa já estava sentido dores a quase um mês), passava meus dias procurando
soluções estapafúrdias para adiantar o trabalho de parto. Acho que caminhei e
limpei a casa em três semanas mais do que
em toda o resto da gravidez. Fora os alarmes falsos, a esperança da
mudança da lua, mas eu ainda continuava te esperando.
Na quinta feira resolvi fugir do meu circulo vicioso de
faxina e caminhadas, e “desencanar” e fui resolver algumas pendencias que eu
vinha enrolando, comprar as ultimas coisas que faltavam para você, e um tênis
novo pro seu irmão. Não consegui
terminar tudo, tinha esquecido de pagar o aluguel e a conta da internet, mas
tudo bem só venceria na semana seguinte e eu assim teria o que fazer , me
distrair e esquecer a dor nas costas, que você já estava na minha barriga a 41
semanas.
Noite normal, pedimos pizza, assistimos tv, papai e o Edu
foram dormir, eu fiquei acordada conversando na internet. Já tinha me resolvido
que iria tentar parar com a ansiedade, afinal você não poderia demorar muito
mais tempo para chegar, ou eu poderia ter calculado a data errado, como disse o
médico.
Já tinha passado da meia noite, quando me dei conta que
estava com cólicas e contrações, nada muito forte. Não sei em que momento
comecei a prestar atenção no intervalo
das contrações. Uma a cada 14 minutos,
nada ainda com o que me preocupar, na verdade eu tinha certeza que seria outro
alarme falso. Mas as contrações foram diminuindo de intervalo e aumentando em
intensidade, comecei a dar mais atenção
e vi as contrações diminuindo de intervalo cada vez mais rápido.
Quase as 3 da manhã e as contrações vindo a cada mais ou menos 10 minutos, me despedi das
pessoas no facebook e resolvi ir dormir, se não fosse só um alarme falso queria
ao menos ter dormido algumas horas. Avisei o papai que eu achava que estava em
trabalho de parto, ele dormiu mais um pouquinho (Seu pai consegue dormir nas
condições mais adversas), eu não consegui dormir. Levantei e comecei a arrumar
a casa e checar se nossas bolsas para maternidade estavam realmente completas.
As 4 da manhã papai acordou, e foi para o banho. Nisso as
contrações já vinham a cada 8 minutos, levamos um bom tempo para decidir qual
seria a melhor forma de irmos para a maternidade, e nos arrumarmos. Chamamos um
taxi e enquanto aguardávamos o taxi chegar a bolsa estourou, era por volta das
5:45. Até este momento eu estava muito tranquila, mas a partir dai comecei a
ficar nervosa, com medo de você nascer no meio do caminho.
O táxi chegou às 6 da manhã, o taxista ficou apreensivo ao
saber que a mamãe estava em trabalho de parto e já com a bolsa rota, ele estava
com medo do transito, já que era uma sexta feira e véspera de feriado
prolongado. Mas tudo deu certo e chegamos bem ao hospital.
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